Recentemente, estava a caminhar com dois amigos em um supermercado, quando nos deparamos com uma pequena livraria, e nas prateleiras constavam vários livros com temática vampiresca. Foi quando um deles indagou: “Porque será que tem tanto livro de vampiro?”.
Bom, essa é uma pergunta interessante. Depois da explosão de fãs que a saga Crepúsculo alcançou, milhares de pessoas começaram a se interessar freneticamente por histórias de vampiros.
Em algumas das minhas várias visitas em livrarias, dessas enormes onde você encontra de tudo, tipo Saraiva e Cultura, me deparei com algumas prateleiras destacando uma série de livros com essa temática, livros de vários autores diferentes, às vezes do mesmo autor, o mesmo livro só que com capas diferentes. Fico me perguntando a que ponto se chegou, fazer capas diferenciadas do mesmo livro só para vender mais.
Convenhamos que, autores como Anne Rice são bastante entusiasmantes, com seus contos vampirescos cheios de personagens singulares, uma leitura realmente interessante. Histórias como “Entrevista com um vampiro”, “O vampiro Lestat” e “A rainha dos Condenados”, além de serem livros sensacionais, inspiraram filmes realmente bons. É compreensível a afinidade com tais personagens, pois eles têm uma essência própria.
É quando chega a parte principal do texto.
Na verdade, não conheço quase nada de outros autores que aderiram a essa modalidade literária, mas pude notar a falta de riqueza nos livros que preenchiam as prateleiras de destaque dessas livrarias através de uma breve e curiosa leitura da parte traseira dos livros, onde constam os resumos. Além de livros, pude ter a infelicidade de assistir um capítulo de uma série americana, a intragável “The Vampire Diaries”. Na verdade não sei como alguém consegue gostar daquilo.
Será que qualquer coisa que se escreva sobre vampiros realmente funciona? Pude identificar várias histórias diferentes, vampiros jovens, vampiros estudantes, vampiros que se apaixonam por humanos, vampiros que matam humanos, e os que não matam, vampiros vegetarianos...?
Os jovens de hoje sequer conhecem a literatura de Anne Rice, são raros os que tiveram contato com essas obras.
Existiu um fascínio por essas criaturas das “trevas”, criaturas da noite, assassinos de pessoas inocentes, sedentos por sangue humano, e agora existe um fascínio por essas criaturas que foram de alguma maneira modificadas para parecerem seres apaixonantes e bondosos, vampiros sensíveis aos sentimentos humanos e incapazes de machucar alguém.
A verdade é que esses vampiros moderninhos não tem nada haver com o que o vampiro realmente representa. Temos o exemplo do Drácula, o vampiro mais conhecido do mundo, o ser cruel e assassino, sem compaixão. Esse personagem não fez tanto sucesso quando o Edward Cullen do Crepúsculo, mas é o que representa muito bem sua espécie.
Na verdade, sou suspeita a falar sobre esse assunto, pois sou uma admiradora das lendas de vampiros, os cruéis, os seres noturnos sedentos por sangue humano, seres góticos, os personagens magníficos de Anne Rice. A indignação ao ver até os seres lendários mais imponentes serem transformados em mocinhos bons e inconformados por serem o que são, me deixa um pouco chateada.
Mas, não há o que fazer. A verdade é que Edward Cullen é o retrato do bom moço que toda menina gostaria de ter, aquele padrão “Príncipe da Disney” que toda menina sonha acordada quando criança, o rapaz incrivelmente bonito, estranhamente educado e protetor, com um ar misterioso, um lado monstro, um lado anjo. Não menosprezo a afeição que todas as jovens tenham por ele, e reconheço que os livros são bons, uma leitura leve, e a história é bem elaborada para quem teve a intenção de atingir o público juvenil. O problema é que Stephenie Meyer (autora da saga Crepúsculo) lançou esse “novo” modelo de personagem, fez um incrível sucesso com o público, isso é incontestável, e agora todo mundo quer copiar, enchendo a livraria de porcaria sem conteúdo. Lançou um, tudo bem, dá até pra aceitar, mas virou praga.
Enquanto todos esses livros de vampiros modernos bombam...prefiro passar adiante dessas prateleiras, me abaixar e procurar ali no cantinho, um título que me deixe feliz em saber que ainda existem “vampiros de verdade”.

os vampiros q te acompanhavam me soaram familiares, hehe
ResponderExcluirgostei muito milena do seu pensamento e concordo com ele, os livros de vampiros tem q voltar a sua essência e deixar de serem cópias dos personagens de Stephenie Meyer. pessoas como você realmente pensam e sabem separar o q realmente é bom do q só serve para enganar pessoas
ResponderExcluirVisite meu blog www.oppriorado.blogspot.com em dois dias irei publicar uma postagem com a linha do tempo da literatura vampirica... Abraços!!!
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