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terça-feira, 14 de junho de 2011

Sobre o filme "Estamos Juntos"

Fui ao cinema um dia desses assistir “Estamos Juntos”, um filme nacional com Leandra Leal, Cauã Reymond e um ator argentino (muito ruim por sinal), mas enfim, isso não vem ao caso.
O importante é relatar e refletir a mensagem que o filme passa. A garota Carmen (Leandra Leal), é uma menina séria, médica, tem um amigo imaginário e apenas um amigo real. Seu único amigo é o Cauã Reymond, que no filme faz papel de um DJ homossexual (fez muito bem, por sinal).
Ao conhecer e se envolver com Juan (o ator argentino Nazareno Casero), que faz parte da banda do amigo gay, ela passa a ver um sentido a mais na sua vida sem graça. Depois de algum tempo, Carmen passa a sentir dores e ter comportamentos estranhos, então descobre um tumor no cérebro. A descoberta do tumor desestabiliza sua vida completamente.
O filme é rodado na agitada São Paulo. Uma das cenas mais interessantes é quando, em uma de suas várias conversas com seu amigo imaginário, ele fala para ela que o céu de São Paulo não é o melhor céu para se procurar estrelas, e se alguém desejar ver estrelas em São Paulo, tem que olhar de cima para baixo, como se o céu tivesse caído sobre suas cabeças.
Por fim, quando a garota chega ao auge do seu problema, ela é sujeita a uma cirurgia que a beneficia com a retirada do tumor. Ao voltar para sua vida normal, ela percebe o valor de uma companhia, o quão importante uma palavra de apoio pode ser, quanto as pessoas significam em nossas vidas e o quanto precisamos delas. Ao perceber, ela muda seu comportamento e com isso, leva uma vida muito mais feliz e proveitosa.
O filme mostra o drama de uma menina solitária, que vive para o trabalho e não tem amigos. Mostra a importância de uma parceria, de poder contar com alguém e como as pessoas podem ajudar umas as outras.
Muitas pessoas trancam-se dentro de si mesmas, passando a viver um mundo próprio, e com isso acabam acumulando sentimentos e sensações que deveriam ser postas para fora. O acúmulo desses sentimentos e o fato de não ter com quem compartilhar, faz com que doenças comecem a surgir.
Sempre escutei dizer, que a probabilidade de uma pessoa desenvolver um câncer, tem muito haver com o lado emocional, pessoas que são tristes, solitárias, pessoas que guardam rancor, tem uma predisposição em gerar células cancerígenas. Claro que não é apenas essa a razão, porque se fosse assim, crianças não teriam câncer, não é isso, mas com certeza ajuda a desenvolver em adultos.
A mensagem que o filme passa faz com que nós entremos em reflexão e busquemos dentro de nós um significado para viver, principalmente para aqueles que não tem nenhum problema grave e vivem a desmerecer e reclamar de suas vidas. A importância da vida e a interação com as pessoas, para um viver melhor, essa é a mensagem.


segunda-feira, 6 de junho de 2011

Vampiros modernos, a praga.

Recentemente, estava a caminhar com dois amigos em um supermercado, quando nos deparamos com uma pequena livraria, e nas prateleiras constavam vários livros com temática vampiresca. Foi quando um deles indagou: “Porque será que tem tanto livro de vampiro?”.
Bom, essa é uma pergunta interessante. Depois da explosão de fãs que a saga Crepúsculo alcançou, milhares de pessoas começaram a se interessar freneticamente por histórias de vampiros.
Em algumas das minhas várias visitas em livrarias, dessas enormes onde você encontra de tudo, tipo Saraiva e Cultura, me deparei com algumas prateleiras destacando uma série de livros com essa temática, livros de vários autores diferentes, às vezes do mesmo autor, o mesmo livro só que com capas diferentes. Fico me perguntando a que ponto se chegou, fazer capas diferenciadas do mesmo livro só para vender mais.
Convenhamos que, autores como Anne Rice são bastante entusiasmantes, com seus contos vampirescos cheios de personagens singulares, uma leitura realmente interessante. Histórias como “Entrevista com um vampiro”, “O vampiro Lestat” e “A rainha dos Condenados”, além de serem livros sensacionais, inspiraram filmes realmente bons. É compreensível a afinidade com tais personagens, pois eles têm uma essência própria.
É quando chega a parte principal do texto.
Na verdade, não conheço quase nada de outros autores que aderiram a essa modalidade literária, mas pude notar a falta de riqueza nos livros que preenchiam as prateleiras de destaque dessas livrarias através de uma breve e curiosa leitura da parte traseira dos livros, onde constam os resumos. Além de livros, pude ter a infelicidade de assistir um capítulo de uma série americana, a intragável “The Vampire Diaries”. Na verdade não sei como alguém consegue gostar daquilo.
Será que qualquer coisa que se escreva sobre vampiros realmente funciona? Pude identificar várias histórias diferentes, vampiros jovens, vampiros estudantes, vampiros que se apaixonam por humanos, vampiros que matam humanos, e os que não matam, vampiros vegetarianos...?
Os jovens de hoje sequer conhecem a literatura de Anne Rice, são raros os que tiveram contato com essas obras.
Existiu um fascínio por essas criaturas das “trevas”, criaturas da noite, assassinos de pessoas inocentes, sedentos por sangue humano, e agora existe um fascínio por essas criaturas que foram de alguma maneira modificadas para parecerem seres apaixonantes e bondosos, vampiros sensíveis aos sentimentos humanos e incapazes de machucar alguém.
A verdade é que esses vampiros moderninhos não tem nada haver com o que o vampiro realmente representa. Temos o exemplo do Drácula, o vampiro mais conhecido do mundo, o ser cruel e assassino, sem compaixão. Esse personagem não fez tanto sucesso quando o Edward Cullen do Crepúsculo, mas é o que representa muito bem sua espécie.
Na verdade, sou suspeita a falar sobre esse assunto, pois sou uma admiradora das lendas de vampiros, os cruéis, os seres noturnos sedentos por sangue humano, seres góticos, os personagens magníficos de Anne Rice. A indignação ao ver até os seres lendários mais imponentes serem transformados em mocinhos bons e inconformados por serem o que são, me deixa um pouco chateada.
Mas, não há o que fazer. A verdade é que Edward Cullen é o retrato do bom moço que toda menina gostaria de ter, aquele padrão “Príncipe da Disney” que toda menina sonha acordada quando criança, o rapaz incrivelmente bonito, estranhamente educado e protetor, com um ar misterioso, um lado monstro, um lado anjo. Não menosprezo a afeição que todas as jovens tenham por ele, e reconheço que os livros são bons, uma leitura leve, e a história é bem elaborada para quem teve a intenção de atingir o público juvenil. O problema é que Stephenie Meyer (autora da saga Crepúsculo) lançou esse “novo” modelo de personagem, fez um incrível sucesso com o público, isso é incontestável, e agora todo mundo quer copiar, enchendo a livraria de porcaria sem conteúdo. Lançou um, tudo bem, dá até pra aceitar, mas virou praga.
Enquanto todos esses livros de vampiros modernos bombam...prefiro passar adiante dessas prateleiras, me abaixar e procurar ali no cantinho, um título que me deixe feliz em saber que ainda existem “vampiros de verdade”.


sábado, 4 de junho de 2011

Dança do Ventre corre nas veias!

A dança como liberdade de expressão...

A dança como identidade cultural...

A dança como purificação da alma...

A dança como estilo de vida...








sexta-feira, 3 de junho de 2011

Apenas pensamentos soltos...

O ser humano é engraçado. Um dia a gente acorda com uma imensa vontade de viver, de conquistar tudo, vencer os obstáculos. No outro dia, uma dor enorme emana no peito, dando uma estranha sensação de implosão, onde tudo parece tender ao fracasso.
Limito-me a questionar certos sentimentos.
A cada dia que passa, entendo menos as pessoas, com todas as suas vontades, toda aquela sede de ser, de ter, e quando realmente conseguem atingir algum objetivo desejado, não se encontram em satisfação plena.
Muitas coisas escapam pelas nossas mãos, por imaturidade e falta de sagacidade. Decisões que devem ser tomadas no “ali e agora”, e são deixadas para depois, por não encontrarmos uma maneira que pareça ser a mais razoável de resolver.
A verdade é que a vida não espera por nossas decisões, o tempo não dá uma pausa para que a coisa certa seja feita.
O medo nos torna fracos, escondidos atrás de desculpas que alimentam nossa covardia. É preciso ter clareza dos atos, para que o arrependimento não nos corroa a alma dia após dia.
A sensibilidade favorece o autoquestionamento, que anexado ao conhecimento, muitas vezes pode resultar na loucura, por isso é necessária a cautela.
Por fim, volto a exclamar minha limitação em relação ao questionamento dos sentimentos, e exponho junto a ela, minha preferência em manter-me inerte em relação aos mesmos.


Espaço Saúde - Dengue, vamos combater!

O Calango Manco abre espaço agora, para um tema que é de interesse de todos. Estamos vulneráveis a contrair o vírus da dengue a qualquer momento, em qualquer lugar, por isso, devemos estar informados e instruídos corretamente sobre como nos prevenir dessa doença que afeta milhares de pessoas. O intuito da entrevista é mostrar ao leitor um pouco da realidade dos postos de saúde, divulgar o percentual e a opinião do setor responsável pelo controle da doença na Bahia. Essa entrevista foi realizada com a coordenadora de agravos da DIVEP (Diretoria de Vigilância Epidemiológica).

Pessoa entrevistada: Maria Izabel Mota Xavier – Coordenadora de agravos (DIVEP)
Entrevistador (a): Milena Valois – Estudante de Jornalismo.


1Qual a principal razão para a quantidade de focos de dengue na Bahia?
R: Em primeiro lugar, existe um acordo entre os municípios e o estado. É uma atividade de competência do município cuidar dessa parte. Quando acontece mudança de governo, agentes novos são contratados e isso atrasa o processo, pois leva tempo para treiná-los. Outro fator é a educação precária da população. Muitas pessoas não permitem que os agentes entrem nas casas para realizar seu trabalho de encontrar os focos de dengue e eliminá-los. Não há garantia também, do trabalho realizado pelos agentes de saúde. Não se sabe se eles estão mesmo visitando as residências, se estão fazendo o trabalho corretamente. É preciso uma fiscalização maior.

2- As pessoas são bem informadas sobre como evitar que os focos aumentem?
R: Sim. As pessoas estão informadas sobre o problema que é a dengue, através de panfletos, propagandas na televisão, rádio, em outdoors, jornais e etc, mas mesmo assim, existe uma resistência grande por parte da população em agir de forma correta para combater e evitar a proliferação desse vírus, assim, o trabalho fica mais difícil.

3- Os postos de saúde oferecem atendimento adequado para pessoas infectadas com esse vírus?
R: O SUS vem ampliando os acessos, mas as demandas são muitas. Foram instaladas tendas de hidratação para dar assistência às pessoas infectadas. Salvador, infelizmente não tem uma boa cobertura, é preciso trabalhar “promoção e prevenção”, ou seja, é preciso estar preparado, agir antes que a doença se agrave. O maior investimento de recursos é direcionado ao combate a dengue.



4- Houve aumento ou diminuição de casos de pessoas contaminadas com o vírus da dengue do ano de 2008 para os dias atuais?
R: Aumento. O ano de 2009 foi o ano de maior incidência, por conta do novo vírus, dengue dois.

5- Quais providências estão sendo tomadas para eliminar esses focos?
R: Intensificar as visitas domiciliares. Houve deslocamento de uma equipe de agentes treinados para municípios, para ajudar no trabalho ao combate a dengue. Além disso, o uso de carros fumacê é indispensável em lugares com um nível de focos elevado. Outro método importante é o uso de larvicidas nos tanques.

6- Quais são os bairros de Salvador que apresentam maior quantidade de focos da dengue?
R: Bairros de periferia, onde a coleta é inadequada. A região do Subúrbio, o Cabula e o Itaigara são os bairros que apresentam índice de população elevado. Salvador está entre 3% e 3,5%. Abaixo de 1% é normal, acima de 1% é preocupante em relação aos focos de dengue.


Obs: Nos perídios de chuva, os focos são prejudicados, pois eles se desenvolvem no clima quente.

Obs 2: Em terreiros de candomblé, existe uma resistência grande por conta das oferendas que acumulam água, pois são consideradas sagradas. Isso faz com que os agentes sejam mais cuidadosos e saibam dialogar com essas pessoas, de que é preciso pelo menos colocar o larvicida nas oferendas, para evitar a proliferação do mosquito.