por Marco Pece, Turim - Itália
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
terça-feira, 14 de agosto de 2012
Fragmento 2
A estranha sensação de desnorteamento quando se está em uma situação de desespero nada mais é que, uma pausa que o cérebro dá para manter o foco entre a exatidão do momento e o que está a posteriori. Uma cegueira estranha, um silêncio perturbador.
Nessa pausa, pode-se sentir e pensar tantas coisas ao mesmo tempo, que até mesmo o corpo estranha a quantidade de coisas que ele pode suportar de uma vez só.
O desespero, a angústia, a dor. Uma mistura nefasta de sentimentos capazes de te corroer por dentro, causando uma cicatriz profunda e sensível, podendo se romper e sangrar a qualquer instante.
Há sensações que o corpo não administra muito bem, e a pior verdade é que temos que lidar com tais sensações até o fim dos dias. Se existe mesmo o tal castigo divino, é esse! Ficar a mercê da dor repentina que cruza seu caminho e te pega de surpresa, sempre desprevenido.
A luta a partir daí se trava em você contra você mesmo, treinando a partir de agora hábitos e manipulando situações, torcendo e rezando para que tais sentimentos não voltem a cruzar mais seu caminho. É impossível evitar. Eles estão sempre por aqui, te perseguindo como um monstro no labirinto. A cada passo que você dá almejando achar a saída, deseja que o tal monstro não apareça na sua frente. É uma analogia idiota, mas foi a que eu consegui encontrar por enquanto.
Na verdade não sei nem como estou conseguindo escrever neste exato momento, pois minha cabeça está doendo em consequência da junção daqueles três sentimentos nefastos citados lá encima. Sim, eles afetam o corpo diretamente, como uma doença causando enjôos, dores, tontura e tudo mais que se pode esperar em uma situação assim.
A batalha interna não cessará tão cedo, a medida que a mente derrama sobre o corpo toda a desgraça contida ali dentro, e o corpo tenta manter-se bem para o cumprimento das atividades diárias. Não se pode encarar o dia a dia doente, não é mesmo?
O fim da disputa mente X corpo terá o resultado que nós mesmos iremos permitir, a partir do valor e da importância que é depositado a cada um.
Em momento algum foi dito aqui que é uma situação fácil, pois muitos não conseguem controlar sua própria mente, e é notável a intensidade da dor e da tristeza comparadas com a positividade e a alegria.
É aceitável desistir, mas só por um instante. A batalha interna é você contra suas desgraças interiores, e é com elas que temos que aprender a lidar, pois quando a "monstro" surgir na sua frente, é importante saber persuadi-lo a não ultrapassar seu limite interior.
O ponto final, o basta...só você pode dar.
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Fragmento
Sentado diante da imensidão que tomara seu peito, passou a questionar o real sentido da sua existência.
Outrora, muitos haviam lhe dito o quão importante era a boa aparência perante a sociedade. Cresceu escutando que um homem só haveria de ter valor se ao menos seu nome fosse relevante entre os demais que o cercava.
Chegara a um ponto da sua vida, onde muita coisa tornara-se definitiva perante seus atos, ao mesmo tempo em que quase nada lhe fazia sentido. Sentiu-se perdido em seus pensamentos, confuso, demasiado.
Existência essa que o levara até ali, sozinho e ao mesmo tempo cercado de pessoas que se desaparecessem de uma hora para outra, não haveriam de fazer falta alguma.
Por um instante perdeu o ar. Tomado pela angústia que insistia em ocupar sua mente, levando embora o que restara dos pensamentos positivos que um dia, em algum momento estiveram ali. Se deu conta de que jamais obteria as respostas das quais tanto se sentia ansiado.
Fechou lentamente os olhos, recostando a cabeça na poltrona velha que sempre o acolhia em momentos ruins. Sentiu sua respiração desacelerar.
Adormeceu então subitamente, na esperança de que o despertar o trouxesse algo de inspirador para continuar.
terça-feira, 22 de maio de 2012
Doe um gesto nobre
Não é novidade nenhuma afirmar que o problema da sociedade brasileira vem do berço. Para que as atitudes mudem, é preciso implantar na cabeça da grande maioria a importância do ato de doação e generosidade ao próximo.
Trabalhando recentemente na Fundação de Hematologia e Hemoterapia da Bahia (HEMOBA), pude notar o quanto a iniciativa de se doar ao próximo anda muitas vezes acompanhada de algum interesse, seja ele qual for.
Salvar vidas nem sempre é o objetivo principal na hora de doar sangue. Com tamanha indignação, posso compartilhar aqui o que presenciei hoje mais cedo, enquanto acompanhava pessoas de vários locais de Salvador se dirigirem ao Hemóvel (ônibus que se desloca por vários bairros da cidade para que todos tenham acesso e oportunidade de doar). Dois rapazes se dirigiram a uma funcionária da fundação que estava dando informações sobre o procedimento e indagaram se, caso eles doassem sangue, estariam concorrendo a algum sorteio, algum prêmio, ou se ganhariam algo em troca após a doação. Infelizmente, isso realmente aconteceu.
Será que não existe mais consciência, um ato de humanidade para com o próximo?
Logo após serem informados de que nada ganhariam em troca do ato solidário, ambos se retiraram.
É triste saber que a grande maioria raciocina dessa mesma maneira, e que essas atitudes egoístas crescem cada vez mais dentro dessas pessoas. É preciso educar, conscientizar!
Com um trabalho de resultados a longo prazo e objetivos firmados em prol do avanço e evolução da humanidade, poderemos então conviver com mais harmonia.
Trabalhando recentemente na Fundação de Hematologia e Hemoterapia da Bahia (HEMOBA), pude notar o quanto a iniciativa de se doar ao próximo anda muitas vezes acompanhada de algum interesse, seja ele qual for.
Salvar vidas nem sempre é o objetivo principal na hora de doar sangue. Com tamanha indignação, posso compartilhar aqui o que presenciei hoje mais cedo, enquanto acompanhava pessoas de vários locais de Salvador se dirigirem ao Hemóvel (ônibus que se desloca por vários bairros da cidade para que todos tenham acesso e oportunidade de doar). Dois rapazes se dirigiram a uma funcionária da fundação que estava dando informações sobre o procedimento e indagaram se, caso eles doassem sangue, estariam concorrendo a algum sorteio, algum prêmio, ou se ganhariam algo em troca após a doação. Infelizmente, isso realmente aconteceu.
Será que não existe mais consciência, um ato de humanidade para com o próximo?
Logo após serem informados de que nada ganhariam em troca do ato solidário, ambos se retiraram.
É triste saber que a grande maioria raciocina dessa mesma maneira, e que essas atitudes egoístas crescem cada vez mais dentro dessas pessoas. É preciso educar, conscientizar!
Com um trabalho de resultados a longo prazo e objetivos firmados em prol do avanço e evolução da humanidade, poderemos então conviver com mais harmonia.
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Doe sangue. Seu ato vai mudar a vida de alguém, e a sua também!
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O blog Calango Manco abraça essa causa. Abrace você também! segunda-feira, 19 de março de 2012
A cultura POP e sua demasiada influência na formação pessoal
Ao estabelecermos contato com o mundo, nos deparamos com uma série de problemas sociais e culturais, nos quais somos obrigados a nos adaptar por uma questão de sobrevivência.
Como se não bastassem as mudanças que nosso corpo sofrem na transição entre a infância e a adolescência, a aparência, a popularidade e os impasses sentimentais são bem presentes na formação de uma pessoa. Após a transição desastrada e complicada entre uma fase e outra, surgem então os problemas emocionais. A mídia vem ao longo dos séculos, utilizando um artifício que se faz bastante eficaz. A indústria POP traz consigo, uma série de valores que são plantados na cabeça dos adolescentes, fazendo com que eles cresçam acreditando em uma realidade não tão adequada.
Basta ligar a TV em algum canal voltado para as massas (a maioria), que podem ser identificados uma lista de programas com a temática comercial para um público que toma aquilo como o seu padrão ideal de vida.
As músicas, os filmes, os comerciais, as novelas, os seriados...todos eles utilizam moldes e padrões adaptados a temática POP. Tal temática romântica, na qual se idealiza o príncipe encantado que vai aparecer para resolver todos os problemas na sua vida, o ideal do amor puro, o amor verdadeiro que só pode existir entre suas almas gêmeas.
As pessoas consomem esses padrões, acreditam verdadeiramente e levam consigo para toda a vida como um objetivo seguro de que em algum lugar, vai estar esperando por ela a pessoa ideal para realiza-la. É ai que as frustrações surgem.
A idealização fantasiosa do amor verdadeiro, trás junto do seu "príncipe encantado" uma série de problemas e defeitos que custamos a entender e aceitar. Mas afinal, como poderia ser fácil entender? Durante toda a juventude, nós crescemos vendo nos filmes, casais que se olham e se amam para o resto de suas vidas, escutamos nas letras das músicas as mais belas declarações e juras de amor incondicional e eterno. É um misticismo que penetra na mente das pessoas e faz com que elas sofram a cada choque de realidade que acontecer.
Nós passamos anos acreditando no que os manipuladores filmes românticos nos passam, vivemos e colocamos em prática tudo o que é passado de belo e maravilhoso, quando começamos a perceber, o mundo ao nosso redor começa a desmoronar, tudo vira um caos e junto com isso a sensação de desespero e desapontamento.
Como agir de uma forma contrária a qual você estava habituado a levar a vida? Como mudar os valores que foram firmados pelos filmes e músicas românticas? Como contornar tudo isso sem mudar sua personalidade?
Quando tudo parece não ter saída, quando a confusão invade sua consciência, a desconfiança nas pessoas, a resistência e a falta de afeto começam a aparecer.
O desapontamento e a decepção pela não concretização do tão desejado "conto de fadas" fazem com que o convívio com tais sentimentos que são contrários aos desejos modifiquem a essência da pessoa.
A cultura POP surge para vender o padrão do "amor perfeito", dos ideais de felicidade e do amor incondicional, que não passam de fantasia. A realidade é contrária a tudo isso. O ser humano é movido por interesses pessoais, são movidos pela novidade e sempre optam pelo que é desafiador a sua natureza. O padrão de amor puro e incondicional passa a ser monótono e cansativo, afinal, não é preciso lutar por uma coisa que é de fácil alcance, que já se tem nas mãos.
Esses padrões e moldes fúteis e bitolados deformam a personalidade de todo ser humano que ingere o conteúdo transmitido por tais programações, transformando cada um de nós em "zumbis românticos condicionados" sem amor próprio e com fortes tendências ao fracasso.
Por isso, quando se depararem com uma frase inútil em uma propaganda de um programa de videoclipes americanos, em algum canal fechado dizendo: " I Love - Isso é Cultura POP", transformem em " I Love Myself - E que se exploda a cultura POP".
domingo, 1 de janeiro de 2012
Happy new year!
Um feliz ano novo a todos!
Que nesse 2012, reine o respeito, a igualdade, a esperança, a saúde e a fé!
Que nesse 2012, reine o respeito, a igualdade, a esperança, a saúde e a fé!
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