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segunda-feira, 19 de março de 2012

A cultura POP e sua demasiada influência na formação pessoal

Ao estabelecermos contato com o mundo, nos deparamos com uma série de problemas sociais e culturais, nos quais somos obrigados a nos adaptar por uma questão de sobrevivência.
Como se não bastassem as mudanças que nosso corpo sofrem na transição entre a infância e a adolescência, a aparência, a popularidade e os impasses sentimentais são bem presentes na formação de uma pessoa. Após a transição desastrada e complicada entre uma fase e outra, surgem então os problemas emocionais. A mídia vem ao longo dos séculos, utilizando um artifício que se faz bastante eficaz. A indústria POP traz consigo, uma série de valores que são plantados na cabeça dos adolescentes, fazendo com que eles cresçam acreditando em uma realidade não tão adequada.
Basta ligar a TV em algum canal voltado para as massas (a maioria), que podem ser identificados uma lista de programas com a temática comercial para um público que toma aquilo como o seu padrão ideal de vida.
As músicas, os filmes, os comerciais, as novelas, os seriados...todos eles utilizam moldes e padrões adaptados a temática POP. Tal temática romântica, na qual se idealiza o príncipe encantado que vai aparecer para resolver todos os problemas na sua vida, o ideal do amor puro, o amor verdadeiro que só pode existir entre suas almas gêmeas. 
As pessoas consomem esses padrões, acreditam verdadeiramente e levam consigo para toda a vida como um objetivo seguro de que em algum lugar, vai estar esperando por ela a pessoa ideal para realiza-la. É ai que as frustrações surgem.
A idealização fantasiosa do amor verdadeiro, trás junto do seu "príncipe encantado" uma série de problemas e defeitos que custamos a entender e aceitar. Mas afinal, como poderia ser fácil entender? Durante toda a juventude, nós crescemos vendo nos filmes, casais que se olham e se amam para o resto de suas vidas, escutamos nas letras das músicas as mais belas declarações e juras de amor incondicional e eterno. É um misticismo que penetra na mente das pessoas e faz com que elas sofram a cada choque de realidade que acontecer.
Nós passamos anos acreditando no que os manipuladores filmes românticos nos passam, vivemos e colocamos em prática tudo o que é passado de belo e maravilhoso, quando começamos a perceber, o mundo ao nosso redor começa a desmoronar, tudo vira um caos e junto com isso a sensação de desespero e desapontamento.
Como agir de uma forma contrária a qual você estava habituado a levar a vida? Como mudar os valores que foram firmados pelos filmes e músicas românticas? Como contornar tudo isso sem mudar sua personalidade?
Quando tudo parece não ter saída, quando a confusão invade sua consciência, a desconfiança nas pessoas, a resistência e a falta de afeto começam  a aparecer.
O desapontamento e a decepção pela não concretização do tão desejado "conto de fadas" fazem com que o convívio com tais sentimentos que são contrários aos desejos modifiquem a essência da pessoa.
A cultura POP surge para vender o padrão do "amor perfeito", dos ideais de felicidade e do amor incondicional, que não passam de fantasia. A realidade é contrária a tudo isso. O ser humano é movido por interesses pessoais, são movidos pela novidade e sempre optam pelo que é desafiador a sua natureza. O padrão de amor puro e incondicional passa a ser monótono e cansativo, afinal, não é preciso lutar por uma coisa que é de fácil alcance, que já se tem nas mãos.
Esses padrões e moldes fúteis e bitolados deformam a personalidade de todo ser humano que ingere o conteúdo transmitido por tais programações, transformando cada um de nós em "zumbis românticos condicionados" sem amor próprio e com fortes tendências ao fracasso.
Por isso, quando se depararem com uma frase inútil em uma propaganda de um programa de videoclipes americanos, em algum canal fechado dizendo: " I Love - Isso é Cultura POP", transformem em " I Love Myself - E que se exploda a cultura POP".

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