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terça-feira, 31 de maio de 2011

Diploma de jornalismo, ter ou não ter?

É evidente que para se atuar em qualquer área específica, é preciso ter capacidade para tal. A decisão do Supremo Tribunal Federal da não obrigatoriedade da existência de um diploma para atuar como jornalista, abre espaço para diversas opiniões.
A universidade é um tubo de passagem, no qual estudantes investem tempo e muitas vezes dinheiro para aprender técnicas que servirão de suporte para um bom desempenho na área na qual se encontra. Assim como vários cursos bem valorizados como a medicina, engenharia e direito, o jornalismo exige técnicas próprias a serem exercidas diariamente quando o objetivo é realizar um bom trabalho, um trabalho com conteúdo.
Para um bom desempenho no mercado da comunicação é preciso aprender a escrever e ler corretamente. É preciso que o jornalista tenha uma visão aberta, pois a visão do futuro faz a diferença para se formar um bom profissional.
Na faculdade, em contato com profissionais da mesma área, escutamos relatos de experiências vivenciadas por eles, absorvemos conselhos de quem já passou pelo que estamos passando, estudamos teorias de cada assunto e é possível entender como as coisas realmente funcionam, não deixando que o trabalho seja levado de forma mecânica. Além disso, é importante ter argumentos, um bom profissional precisa saber do que está falando, precisa estar atualizado e ter embasamento, essas coisas são indispensáveis.
É necessário ter iniciativa, rasgar o mercado de trabalho com novas possibilidades, idéias inovadoras. Outros meios de se fazer notícia estão aparecendo e ganhando um espaço considerável em relação aos antigos meios de comunicação de massa.
É essencial que exista uma atualização do profissional em relação a isso. As redes sociais estão revolucionando a forma de se fazer jornalismo, abrindo espaço cada vez mais para que todas as pessoas possam compartilhar fatos e opiniões de forma rápida e prática, não menosprezando o conteúdo, é claro.
Hoje em dia, uma pessoa pode cobrir um evento e divulgar pelo Twitter em tempo real, com riqueza de detalhes. Sem se dar conta, pode gerar uma grande matéria, com informações suficientes para suprir qualquer matéria de jornal.
A comunicação comunitária nunca deixou de existir, e vai continuar presente no cotidiano das pessoas. Não é a presença de um diploma que vai definir quem tem ou não o direito de expressar suas opiniões sobre qualquer tema, mas é preciso estar ciente das conseqüências que uma opinião publicada pode exercer na vida e na rotina das pessoas.
Para ter essa noção do que deve ou não se tornar público, é preciso conhecer os limites que existem. A chamada ética profissional. É preciso conhecer os limites dentro da profissão e conhecer os conceitos que todo jornalista precisa saber.
A admissão de funcionários sem diploma em jornais renomados não é nenhuma novidade, inclusive isso já existe há algum tempo.
Vamos ser práticos e racionais: qual o veículo de comunicação não sai ganhando com essa nova lei? É lucro para eles contratar pessoas que podem fazer um trabalho simplório, de fato, mas sem conhecer os direitos que tem como profissionais, então, faça o trabalho e aceite o que eu te pago porque está de bom tamanho. O fato é que essa lei veio para beneficiar os veículos de comunicação.
Aqueles que não são devidamente informados, não podem questionar seus direitos, e isso vale para qualquer situação, tanto dentro de uma empresa, quando na vida.
Diploma de jornalismo? Sim, é preciso ter. Essa é uma profissão muito importante para a vida das pessoas e não deve ser banalizada. É preciso ter reconhecimento da sua real importância.

Só mais um tipo de arte.

Hoje em dia ainda existe um grande preconceito com pessoas tatuadas. Existe uma analogia muito forte entre tatuagem e marginalização, onde pessoas que usam esse tipo de arte corporal são vistas pela sociedade como drogados, largados e marginais, pessoas de má índole.
Certa vez, li uma frase interessante sobre esse tema, que dizia o seguinte: “Se tatuagem mudasse o caráter da pessoa, muita gente teria que fazer uma para mudar o seu”.
É curioso associar um desenho na pele, tanto faz se o desenho é uma caveira ou uma flor, um demônio ou um símbolo religioso, sempre será associado a coisas negativas aos olhos dos falsos moralistas que fazem parte da nossa sociedade errada.
Tatuagem não muda a personalidade da pessoa. Nada mais é que um tipo de arte, uma arte que não é pintada em telas por tinta e aquarela.
Há quem ache que é mutilação com o próprio corpo, mas vamos ser razoáveis...tem gente fazendo muito mais atrocidades por outros motivos que talvez sejam mais “aceitáveis” para aqueles que gostam de acreditar que estão corretos, porque é assim que tem que ser.
Arte corporal, que tem o mesmo valor que um brinco tem para uma mulher que se importa em combinar sapatos com bolsas. É exatamente a mesma intenção, tatuagem é estética, é enfeite, é beleza.
É preciso saber respeitar o gosto e os valores de cada um, contanto que um não invada o espaço do outro.
Ao mesmo tempo que uma pessoa gasta bastante dinheiro com sapatos, jóias, relógios e outros objetos de enfeite pessoal, outras pessoas com gostos diferenciados, gastam com um belo e detalhado desenho na pele, com uma riqueza de cores de chamar a atenção até de quem recrimina. Tudo é questão de gosto, preferência e prioridade.
Nos tempos atuais, existe uma grande quantidade de pessoas, de várias idades aderindo a esse tipo de arte.
E vamos lá, voltando ao ponto da hipocrisia e do falso moralismo...quem garante que por baixo daquele terno do advogado, executivo, político ou sei lá de quem mais, não existe uma tatuagem estrategicamente localizada? Tanto existe, como eu mesma já presenciei alguns casos assim. A diferença é que essas pessoas têm que esconder o que elas são e o que elas realmente gostam para serem aceitas e bem vistas aos olhos julgadores e manipuladores da sociedade.
Já pessoas como nós (sim, estou me incluindo, e com muito prazer), exibimos nossos desenhos, estando sempre a margem de críticas depreciativas e preconceitos constantes, e o melhor de tudo...cagando e andando para tudo isso.
Cada um na sua, e a vida continua.
Tatuagem! Para quem é contra, sinto muito, pois essa arte vai continuar existindo, e para quem é a favor como eu, vamos concordar...ainda bem que inventaram. Atitude é a alma do negócio.


terça-feira, 10 de maio de 2011

A Mídia - Grande influenciadora e manipuladora das massas.

Através de publicações geradas pela mídia, milhões de pessoas do mundo inteiro direcionam suas vidas para enquadrar-se aos modelos prontos, os chamados "padrões".
A muito tempo, a arte perdeu sua verdadeira essência, passando a ser mero produto para consumo. A imagem da beleza americana torna-se padrão a ser seguido por nações que idealizam o mesmo tipo de beleza, apenas por escutarem e assistirem na TV. Revistas divulgam fotos de modelos súper magras, brancas, com nariz fino e cabelos lisos, e através disso espalham a semente da suposta "real beleza".
Marcas são súper valorizadas, penetrando em culturas alheias e criando raízes. Tais marcas, como a Coca-Cola e a Mc Donald´s são presentes em vários países do mundo, fazendo com que uma pessoa desloque-se de seu país urbanizado e sinta-se a vontade, familiarizada onde quer que vá, por se deparar com tais marcas em todo lugar.
Cria-se o hábito de consumir o que é divulgado pela mídia. A mídia é a principal formadora de conceitos e construção de personalidade das massas. É fácil encontrar uma grande quantidade de pessoas que consomem as mesmas marcas, frequentam os mesmos lugares, escutam as mesmas músicas e por consequência, pensam da mesma maneira, como um rebanho, que seguem sempre juntos, em fileiras, guiados por uma voz que os mandam fazer certas coisas e prontamente é acatada sem questionar.
Preconceitos são criados e a capacidade de questionar é corrompida. Pessoas que não se encaixam nos "padrões" sofrem inevitavelmente tipos variados de descriminação.
Outra questão crucial, é o poder que a mídita tem em promover ou destruir a imagem de algo ou alguém. Se um acontecimento é passado ao público de uma forma positiva, como o exemplo do sucesso dos EUA em encontrar e executar o líder e fundador da Al-Qaeda, Osama Bin Laden, onde o presidente Barack Obama (responsável pela operação de busca e apreensão - nesse caso, execussão - do chefe do terrorismo), torna-se então, o herói americano, alimentando uma fama que sempre existiu e é fácil de identificar através de filmes hollywoodianos, onde estes patriotas sempre salvam o mundo no final.
A imagem dele, sem sombra de dúvidas, torna-se positiva ao ponto de leva-lo a reeleição - principal intenção por trás disso tudo, é claro.
Por outro lado, se a intenção for a de destruir a imagem ou reputação, em apenas algumas horas isto acontecerá.
A mídia tem um papel fundamental na vida e no cotidiano das pessoas, mostrando-se positiva no intuito de passar informações e atualizar a população dos acontecimentos do mundo, mas é preciso saber filtrar tudo o que se ouve e lê, e através disso, formar conceitos próprios, não se acomodando e aceitando o que é apresentado como verdade absoluta.