É evidente que para se atuar em qualquer área específica, é preciso ter capacidade para tal. A decisão do Supremo Tribunal Federal da não obrigatoriedade da existência de um diploma para atuar como jornalista, abre espaço para diversas opiniões.
A universidade é um tubo de passagem, no qual estudantes investem tempo e muitas vezes dinheiro para aprender técnicas que servirão de suporte para um bom desempenho na área na qual se encontra. Assim como vários cursos bem valorizados como a medicina, engenharia e direito, o jornalismo exige técnicas próprias a serem exercidas diariamente quando o objetivo é realizar um bom trabalho, um trabalho com conteúdo.
Para um bom desempenho no mercado da comunicação é preciso aprender a escrever e ler corretamente. É preciso que o jornalista tenha uma visão aberta, pois a visão do futuro faz a diferença para se formar um bom profissional.
Na faculdade, em contato com profissionais da mesma área, escutamos relatos de experiências vivenciadas por eles, absorvemos conselhos de quem já passou pelo que estamos passando, estudamos teorias de cada assunto e é possível entender como as coisas realmente funcionam, não deixando que o trabalho seja levado de forma mecânica. Além disso, é importante ter argumentos, um bom profissional precisa saber do que está falando, precisa estar atualizado e ter embasamento, essas coisas são indispensáveis.
É necessário ter iniciativa, rasgar o mercado de trabalho com novas possibilidades, idéias inovadoras. Outros meios de se fazer notícia estão aparecendo e ganhando um espaço considerável em relação aos antigos meios de comunicação de massa.
É essencial que exista uma atualização do profissional em relação a isso. As redes sociais estão revolucionando a forma de se fazer jornalismo, abrindo espaço cada vez mais para que todas as pessoas possam compartilhar fatos e opiniões de forma rápida e prática, não menosprezando o conteúdo, é claro.
Hoje em dia, uma pessoa pode cobrir um evento e divulgar pelo Twitter em tempo real, com riqueza de detalhes. Sem se dar conta, pode gerar uma grande matéria, com informações suficientes para suprir qualquer matéria de jornal.
A comunicação comunitária nunca deixou de existir, e vai continuar presente no cotidiano das pessoas. Não é a presença de um diploma que vai definir quem tem ou não o direito de expressar suas opiniões sobre qualquer tema, mas é preciso estar ciente das conseqüências que uma opinião publicada pode exercer na vida e na rotina das pessoas.
Para ter essa noção do que deve ou não se tornar público, é preciso conhecer os limites que existem. A chamada ética profissional. É preciso conhecer os limites dentro da profissão e conhecer os conceitos que todo jornalista precisa saber.
A admissão de funcionários sem diploma em jornais renomados não é nenhuma novidade, inclusive isso já existe há algum tempo.
Vamos ser práticos e racionais: qual o veículo de comunicação não sai ganhando com essa nova lei? É lucro para eles contratar pessoas que podem fazer um trabalho simplório, de fato, mas sem conhecer os direitos que tem como profissionais, então, faça o trabalho e aceite o que eu te pago porque está de bom tamanho. O fato é que essa lei veio para beneficiar os veículos de comunicação.
Aqueles que não são devidamente informados, não podem questionar seus direitos, e isso vale para qualquer situação, tanto dentro de uma empresa, quando na vida.
Diploma de jornalismo? Sim, é preciso ter. Essa é uma profissão muito importante para a vida das pessoas e não deve ser banalizada. É preciso ter reconhecimento da sua real importância.

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