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segunda-feira, 27 de maio de 2013

Depois da meia noite, do lado de fora da minha janela

Por volta da 01:00 da manhã eu costumo abrir a janela do meu quarto para fumar um cigarro e olhar o movimento da rua.
Geralmente está tudo em silêncio, exceto o barulho das ondas e de alguns carros que passam. É o momento de pausa do meu dia onde paro para pensar na vida, e no sentido das coisas, se é que existe algum.
O vazio noturno da cidade nas bandas de cá, abriga vidas moribundas, pessoas sem nada nas mãos andando para lugar nenhum em busca de qualquer coisa.
O que esperar da vida quando não se tem nada? Fico imaginando para onde elas estão indo, o que procuram? Um programa que pague o almoço do dia seguinte? Um lugar para dormir? Alguém para roubar?
O mundo visto da minha janela depois da meia noite é sombrio e perturbador.
Andarilhos perdidos e sem rumo, sem futuro. Sem expectativas de um amanhã que traga algo que valha a pena.
O silêncio do meu quarto deixa minha mente agoniada e ao mesmo tempo, nas mesmas proporções, calma e serena. Deixo a agonia de lado e me apego ao silêncio que me proporciona escrever. 
As ruas escuras do lado de fora da minha janela, abrigam um mundo sombrio que minha mente aqui, do lado de dentro gosta de imaginar. 




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