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sábado, 9 de julho de 2011

Mais um motivo para descriminação.

Era de se esperar. A repercussão que a recente marcha das vadias tomou na nossa querida cidade, foi exatamente como poderíamos imaginar.
Ouve-se de tudo por ai, uns afirmam que o protesto é de total valor e significado, outros enchem a boca pra descriminar, como sempre: “Vadia? Pra que esse nome? Marcha das vagabundas? Ah sim, ouvi falar!” e por ai vai.
Vivemos em uma sociedade onde quase tudo é motivo para recriminação, apesar do avanço que o passar dos séculos nos proporcionou, parece que nada adianta. A verdade é que não se pode inovar sem ser vítima de críticas e preconceitos.
A marcha das vadias aconteceu com o intuito de mostrar o quanto as pessoas são retrógradas em relação não só a vestimenta feminina, mas tudo o que a mulher ainda representa na sociedade. É possível acreditar que uma mulher seja estuprada e o motivo do estupro seja a roupa que ela eventualmente estaria usando? Sim, e a razão é justamente essa. Vamos deixar a falsa moral e ser sinceros aqui pessoal...isso tudo é muito patético!
O brasileiro tem um comportamento extremamente passivo, tudo é deixado pra lá, e vamos engolindo calados o que nos mandam engolir e assim caminhamos, em uma corrente sem fim.
Mas parece que algo está mudando por aqui! Estão acontecendo algumas “marchas” a fim de protesto e isso é válido, independente do que se proteste, pois o objetivo da liberdade é um direito de todos e temos sim que lutar por eles.
A marcha das vadias teve sim um significado importante para a reflexão do comportamento desses homens/animais (porque um homem que estupra uma mulher e justifica o ato pelo fato da roupa que a mesma estaria a usar, na minha opinião é um animal. Não que o estupro seja justificável, de maneira nenhuma, mas essa justificativa é inacreditável!).
O caminho é esse mesmo. Temos que parar de aceitar tudo calados e sermos condescendentes com tudo que é imposto a nós. É importante que mais marchas continuem a acontecer e cada vez mais pessoas se mobilizem e se direcionem as ruas para abrir o verbo pelo que acreditam.
O poder de decisão está nas mãos das pessoas que lutam em conjunto por uma causa comum. Só assim mudanças podem acontecer.



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